“Menina da Lua” em terras suas

Segunda-feira, 4 Julho 2011

Em período de retemperar energias para a próxima expedição, a “Menina da Lua”, partiu desta vez para uma curta viagem de três dias, percorrendo o Alentejo e Algarve, mas com a dupla vertente, não só de rolar estrada fora em busca de novas terras, como de iniciar a sua primeira rota gastronómica, que foi denominada de “rota tasca a tasca”.

Além dos habituais participantes, juntaram-se ao grupo dois novos elementos. Entenderam numa das paragens, sempre na companhia de louras fresquinhas, deixar de lado os seus nomes próprios e passar a uma identificação fictícia.

Assim tivemos como participantes, o macaco e homem do leme, o molhado, o sabão, o trocas, o navalheira e homem da vaca, e o puto.

 
1º dia

A viagem teve início no passado dia de Portugal, pelas 7 horas da manhã, com partida, da Maçã, primeira paragem em Vendas Novas, Casa das Bifanas, onde se deu a primeira trinca, com um 5 +1, e onde foi atribuído a navalheira a posse da vaca, ( bolsa onde todos vão colocando dinheiro e de onde se pagam todas as despesas comuns, procedimento comum no grupo desde sempre ). Prosseguiu em direcção a Mora, onde por volta das 10 horas se voltou a novo 5 + 1. O calor apertava, a viagem prosseguiu, e sem se perceber, eis que se dá a primeira fuga do molhado, mais à frente entendemos, estava a bater umas fotos.

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A próxima paragem e última antes do Almoço, foi em Santo Aleixo, onde se repetiu um 5 +1, aqui molhado não estava bem e deixou cair a sua moto, quando parado, ainda que tenha atribuído a culpa a Trocas. Ainda não sabíamos bem onde ir almoçar, mas entre opiniões, decidimos pela Adega Velha em Mourão, de imediato, puto, muito assíduo em todo o Alentejo, tratou de marcar a mesa, para logo que chegássemos, tudo estivesse preparado para o primeiro repasto.

Antes, mais precisamente em Borba, molhado desafiou a atenção de macaco, e como habitual, o resultado foi o engano e a consequente volta atrás. Percorridos mais umas dezenas de quilómetros e já com água na boca, chegámos à Adega Velha, onde, e como todos os clientes, assistimos a uma típica recepção, pelo engenheiro, (proprietário da Adega Velha), e seus conterrâneos, com uns branquinhos e uma cantiguinhas.

Cansados, nada nos sabia melhor, optámos pela sopa de cação, perdiz estufada e um cozido de grão, inevitavelmente regados pelo branco, tinto, louras e a finalizar aguardentes. Assim assinalámos a nossa primeira tasca

 
Adega Velha – Mourão

Após o almoço, e já com a pressão do tempo para chegarmos a Mértola cedo, onde iríamos pernoitar e onde nos esperava uma refeição caseira, que mais à frente se descreverá, percorremos mais umas boas dezenas de quilómetros, mas pelo caminho, não podíamos deixar de parar na tasca com a melhor imperial do país, o Lebrinha em Serpa, onde se fez um 6, acompanhado de torresmos. Bebidas as famosas imperiais, seguimos em direcção a Mértola onde chegámos por voltas das 19 horas, depois de umas estupendas curvas.

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Aí, jantámos uma chanfana e um cabrito no forno, acompanhado de variados vinhos da região, pratos elaborados, por um Chef que um dia vai ser conhecido no mundo da culinária. Após o repasto fomos conhecer a noite de Mértola, onde se deu um pequeno acidente, macaco agrediu navalheira, apenas por este ser curioso. Cansados, foram dormir para cedo partir, mas ansiosos por um prémio, macaco e puto acompanhados pelo chef ainda foram em busca de uma presa que não apareceu.

 
2º dia

Logo pela manhã do segundo dia, partimos em direcção ao Pulo do Lobo, na companhia do anfitrião e chef.

Trata-se de um local onde se dá um estreitamento acentuado do Rio Guadiana, passando por entroncado de rochedos de xisto, onde a força e velocidade da água são arrepiantes, tendo Trocas estimado a velocidade da água em 30m/s. Este é um lugar recomendado para visita.

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Saído do Pulo do Lobo e passando novamente por Mértola, seguimos em direcção a Alcoutim, onde chegámos por volta das 12 horas, e aí como não podia deixar de ser, nova paragem desta vez numa esplanada, junto ao Guadiana, com o país vizinho do outro lado da margem, um lugar impar, respirando tranquilidade, como já à muito não sentia.

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Abordando o almoço, e com Trocas acusando cansaço, de novo macaco a dar a solução, um restaurante a poucos quilómetros de Alcoutim, junto ao Rio, tendo para isso que se fazer uma estrada igualmente envolvida por numa paisagem sem palavras, até Laranjeiras.

Chegados, aqui um pouco cansados devido não só ao percurso já feito, mas também ao calor que se fazia sentir, o restaurante, “Cantarinha do Guadiana”, único nesta terra e conhecido pela boa comida da Mãe, rapidamente se tornou não só num local para almoçarmos, mas também para descansarmos. A filha, que se quer formar em Marketing, fez as honras da casa e serviu-nos, um dos pratos da casa, enguias fritas e em ensopado, igualmente regado por um vinho branco gelado.

Com a fresca do restaurante, o calor na rua e em nós, Navalheira lança uma sugestão, alterar-mos o percurso e ir em direcção de Cacela, todos vibraram, procuram-se chaves, imaginaram-se cenários, mas de novo macaco, ao montar a moto, voltou a apontar o traçado inicialmente programado, sem darem por isso já estavam no meio da serra do Caldeirão, muitos km a percorrer, debaixo dum tórrido calor, mas com uma verde paisagem de cada um dos lados da serra, levaram-nos até Cachopo, onde se repetiu nova paragem e mais um 5+1, seguimos então em direcção a Ourique onde estava previsto acampar num pequeno parque de campismo, perto da barragem de Sta. Clara, mas o mesmo estava encerrado, e tivemos que optar por fazer campismo selvagem junto da barragem. Procurámos um restaurante para jantarmos, e mais uma vez aparece do nada, um restaurante perfeito, gente simpática e disponível, a tal ponto que a menina que nos atendeu, e num dia em nos confessou estar muito aborrecida devido a uma PDR, acompanhou o puto, no seu próprio carro para lhe indicar qual o melhor sitio para acampar em segurança. De volta ao restaurante serviu-nos torresmos, migas com entrecosto, ensopado de cabrito e cabidela de galinha, acompanhado do já habitual tinto e branco da região.

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Despediu-se de nós com uma recomendação “os senhores não tenham a tentação de tomar banho nas águas mornas da barragem, porque estão a fazer a digestão, e tenham cuidado com os rasteirinhos”, o que todos agradeceram e respeitaram. A noite estava linda, com uma lua que nos acompanhava, abrilhantada com a musica de sabão, a fazer lembrar os bons e velhos tempos da Belle Epoque, as tendas foram montadas, molhado estava com medo dos rasteirinhos, mas tudo correu bem, durante o acampamento, fizeram-se mais alguns 5 + 1, e por fim no silêncio do local, começou-se a ouvir o som do ressono.

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3º dia e último

Acordámos bastante cedo, navalheira foi o madrugador, o que deixou molhado um pouco chateado, precisava de descansar mais um pouco, depois de alguns tomarem um refrescante banho nas águas da barragem, desmontaram o acampamento e partiram em direcção a Ourique para o pequeno almoço, e definirem o trajecto para a manhã quente que se aproximava.

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A tecnologia dos GPS não estava a funcionar bem e foi então que navalheira resolveu comandar a viagem com recurso ao antigo mapa, sempre com macaco à espreita de qualquer falha. Iniciou-se então o primeiro troço em terra, passando por uma ribeira com um pouco de água, mas que não deixa de ser sempre um obstáculo desejável, por motards de todo o terreno.

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Tínhamos como objectivo fazer um pouco da serra de Monchique e Espinhaço de Cão, para chegarmos à hora de almoço a Zambujeira do Mar, na costa vicentina, mas ao invés fomos descendo junto ao IC1 até Santana da Serra, onde se deu um desentendimento entre Trocas e Navalheira no que respeita a opções a seguir, queríamos ir em direcção a Zambujeira do Mar, mas Trocas achava que o caminho seria para Norte, abençoado erro, tivemos que fazer cerca de 50km em estradões de terra com alguma pedra, subindo e descendo serras e vales, até nova paragem, que se deu em Pereiros, onde se fez um 10 + 2, não só devido ao calor e pó que tínhamos apanhado, mas também porque estivemos no local um pouco mais de tempo que o habitual, para esclarecer o engano que Navalheira não entendia, e que Trocas também não, pelo meio um aldeão local, ficou desagradado, por Navalheiras não ter identificado correctamente a região em que a terra se encontrava.

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A partir daqui foi o voltar à estrada para nos levar ao destino de almoço, fizemos toda a serra de Espinhaço de Cão, e chegámos à Zambujeira do Mar por volta das 14 horas, terra onde se sentia a agitação turística, que para quem tinha andado tão longe dela, se tornava inconveniente, mas a fome e a sede apertava, e parámos no restaurante Carlos.

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Aqui petiscámos, pratos mais frescos e típicos do local, uns percebes maravilhosos, amêijoas e um pica miolos, tudo muito bom, servido como sempre por branco fresquinho, tomado o café, partimos para mais uns km até Porto Covo, onde um outro chef nos esperava, mas como tínhamos acabado de almoçar apenas se fez outro 5 +1, tendo partido passados alguns minutos em direcção a Tróia, passando pela estrada onde pela primeira vez desde que partimos nos deparámos com uma enorme fila de carros, que nada tem de agradável, para que procura passear tranquilamente. Percorridos mais alguns km, chagámos a Tróia, onde pudemos apanhar o barco que se preparava para partir, aqui navalheira utilizou a vaca pela última vez.

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Passado o rio Sado, num agradável fim de tarde, parámos para uma última refeição antes da chegada a casa, e esta deu-se na Casa do Choco Frito nas docas de Setúbal, refeição rápida mas agradável, na esplanada, onde se voltou a fazer mais dois 6.

O troço final foi realizado, pela nossa querida Serra da Arrábida, já sem trânsito, onde pudemos desfrutar de uma vista maravilhosa para o mar enquanto conduzíamos, tendo voltado a entrar na terra já nos Casais da Serra, terminámos o nosso passeio no sitio de onde partimos, já com o sol a esconder-se e a lua a brilhar.

Correu lindamente a primeira rota tasca a tasca.

Foram grandes dias e noites, onde, conversámos, revivemos momentos que já passámos juntos, divertimo-nos com a condução, enfim, dias e noites que nos proporcionaram momentos que ficam na nossa memória.

Distância do percurso – 1 000 Km
Valor gasto, incluindo combustível, refeições e tudo o que fizemos – 200,00€ por participante.


 

Album Fotografias da 2ª expedição

Segunda-feira, 7 Fevereiro 2011

Finalmente disponibilizamos as fotografias da Expedição.

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Fique atento. Brevemente serão colocadas as restantes.

Álbum de fotografias da 2ª Expedição.


 

Agradecimentos

Sexta-feira, 28 Janeiro 2011

A 2ª Expedição Menina da Lua, equipa constituída por quatro motos onde se incluía um Quad, ligou Maputo a Benguela, num total de 7.200Km, terminando no passado dia 15 de Dezembro de 2010.

Para tornar possível o cumprimento dos objectivos fixados para esta viagem, que incluíam para além do atravessamento do Continente Africano, uma componente de apoio humanitário à Missão do Marrere (Nampula), muitos foram os apoios que tornaram possível a concretização de um sonho iniciado em 2008.

Desde logo no reunir dos materiais para enchimento de dois contentores, que contaram com a doação de material escolar e hospitalar; roupas; calçado; brinquedos; loiças, mobiliário diverso etc. Esse apoio surgiu de gente anónima e solidária do Concelho de Sesimbra, mas também do interesse de muitos amigos e familiares ligados profissionalmente a empresas e entidades de diversos ramos de actividade dos quais destacamos:

EMPRESAS/INSTITUIÇÕES:
Millennium BCP
AstraZeneca
OCP – Portugal
Urbiterras, Lda
Caritas Diocesana de Lisboa
Associação HELPO
Artesanal Pesca
Manuel Cunha e Filhos, Lda
Restaurante “O Farol”
Inosat / TVSD

PARTICULARES:
Fernanda Cunha
Nuno Cunha
Sílvia Relvas
Poliana Relvas
José João Relvas
Rosaria Relvas
Genovesa Rosendo
Ana Maria Filipe
Heitor Santos
Dra. Beatriz Lavrador
Dra. Fernanda Gonçalves
Dr. Luís Cardim
Dr. Germano Marques da Silva
Dr. Victor José
Dr. Paulo Macedo
Eng.º Frias Gomes

E ainda o apoio dos nossos filhos:
João Cunha
Ana Cunha
Gil Filipe
Heitor Filipe
Laura Filipe
Nuno Rama
Henrique Cunha
Zara Figueiredo

A todos eles o nosso agradecimento e essencialmente o reconhecimento pelo apoio que já se encontra a ser distribuído pela carenciada população que diariamente procura ajuda na Missão do Marrere.

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Em termos dos apoios mais específicos à realização da nossa viagem temos de relevar o trabalho inestimável da Cônsul de Portugal em Maputo, Dra. Graça Gonçalves Pereira e do Sr. Eng.º Francisco Caeiro, sem o seu apoio dedicado dificilmente esta Expedição teria chegado a partir, dados os problemas logísticos sempre associados à realização de eventos desta natureza em território africano.
Outro apoio significativo, o da Policia de Transito Moçambicana na pessoa do seu Comandante, que nos garantiu as necessárias autorizações para podermos circular no país de forma segura, cumprindo todas as normas legais.
O nosso bem-haja a todos os Missionários em Moçambique que nos receberam de forma hospitaleira nas Missões de Massinga; Mocuba; Marrere e Gurué.
A todos os participantes no Blog e Facebook que nos motivaram diariamente com palavras de incentivo que são sempre muito bem recebidas e importantes nos bons e maus momentos.

Um abraço muito especial ao nosso amigo Padre Jacob e nele a todos os colaboradores da Missão do Marrere.


 

18ª Etapa: Lucira – Benguela

Quarta-feira, 15 Dezembro 2010

Acordámos cedo no nosso acampamento de praia, para dar inicio á última etapa desta nossa já saudosa 2ª expedição.

Faltavam 200 Km até Benguela, num troço que também já conhecíamos mas que se revelou bem mais díficil que no ano passado, pois as obras praticamente pararam e o troço encontra-se cheio de pedra e muito ondulado, o que criou dificuldades inesperadas e esforço redobrado de condutores e máquinas.

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Foi já com os bracinhos muito castigados que ao final da manhã começámos a descer para o “Oásis”, que é a localidade do Dombe Grande, a 50 Km de Benguela e onde atestámos o corpo com umas merecidas cervejas frescas.

Os restantes 50 Km foram feitos em bom piso, a boa velocidade (que saudades dos 3 dígitos!) até á praia da Baia Azul, onde tomámos o nosso banho de mar acompanhado de umas lagostinhas e caranguejos.

Concluiu-se assim, a 2ª expedição Menina da Lua com um total de 7.100 Km percorridos em 19 dias.


 

17ª Etapa: Namibe – Lucira

Terça-feira, 14 Dezembro 2010

Saímos do Namibe por volta das 11h para uma etapa que nós conhecíamos bem do ano passado ( 1ª expedição), com final na vila piscatória da Lucira.

A saída do Namibe e os primeiros cerca de 100 km foram feitos em estrada bem pavimentada, sendo que a restante metade do percurso tem muita pedra solta e encontra-se em obras, o que nos criou algumas dificuldades de condução mais nada que nos impedisse de, ao inicio da tarde, estarmos a entrar na Lucira.

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Como tencionávamos acampar na praia tivemos de fazer os contactos com as entidades locais responsáveis (autoridade marítima; policia), para não termos nenhuma surpresa depois de montadas as tendas.

O delegado marítimo autorizou o acampamento, a polícia indicou o local na praia, tudo ok portanto!

O resto do dia foi passado a tomar umas cervejinhas, a ouvir música e a olhar o mar, tendo terminado com uma deliciosa caldeirada que degustámos na praia junto às tendas.

Deitar cedo, para cedo erguer…

Vem ai a última etapa!


 

16ª Etapa: Lubango – Namibe

Segunda-feira, 13 Dezembro 2010

Hoje foi o dia mais curto, no que respeita ao tempo de permanência em cima das motos.

A descida da Serra da Leba deixa-nos sempre uma vontade enorme de voltar trata-se de um percurso sinuoso e muito bonito.

Às 13:30h percorridos os 190 Km, chegamos ao reencontro com a Nelinha e o Armindo José para sermos presenteados com a sua generosidade e hospitalidade e retemperar forças com um belo peixinho assado.

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A fazer-nos companhia para o almoço, além da família, estava também um grupo de 4 motards Sul Africanos, constituído por dois casais, cada um dos quatro com a sua BMW Dakar, que estão em viagem de subida are á Europa, pelo corredor Ocidental. Mas como gostam muito de Angola passaram primeiro por aqui.

A tarde foi bem passada na praia Amélia conversando e bebendo umas cervejinhas, tendo a nossa equipa cumprido mais um dos objectivos, o de mergulhar no Atlântico e assim simbolicamente ligar Moçambique a Angola.

O mundo é mesmo uma ervilhinha! Então não é que um dos Sul Africanos (Michnus), foi com a descrição de uma aventura de mota no Sul de Angola, um dos nossos inspiradores para a 1ª Expedição ? (Angola, it’s not like they said)

Pois é era mesmo o Homem, imaginem a tarde de conversas com este já experiente Motard e excelente companheiro, sempre pronto para passar e receber informações úteis sobre viagens de moto.
Boa viagem (5 meses!!) e esperamos encontrá-los de novo em Portugal, aquando da sua passagem na Europa.


 

15ª Etapa: Ondjiva – Lubango

Domingo, 12 Dezembro 2010

A última etapa mais longa desta nossa 2ª expedição tinha 410 Km e começou bem cedo com uma mudança de óleo de motor na Moto 4, á boa maneira Africana, ou seja como não conseguimos retirar parafuso do fundo do carter para fazer sair todo o óleo usado, virámos a moto com a tampa do deposito do óleo aberto e assim com a moto do avesso lá concluímos a tarefa e prontos para arrancar.

Já conhecíamos este percurso que fizemos na 1ª expedição e tínhamos razões para cautelas redobradas, uma vez que a partir de Humbe a estrada pavimentada termina e inicia-se ali cerca de 90 Km de picada dura e difícil.

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Por volta da hora do almoço chegamos a Cahama para uma cervejinha e foi com agrado que verificamos a existência de uma pista asfaltada entre Cahama e Lubango, onde antes existia cerca de 70 Km de caminho de terra ondulada (“Marteleira”) altamente destrutiva. A condição da estrada é agora de 1º nível e ainda bem que assim é, pois logo á saída da Cahama ainda com 200 km para percorrer caiu um dilúvio de mais de 01h:30m sobre nós, com trovoada e vento, o que nos levou a ter de procurar abrigo por alguns minutos. Passada a chuva e de volta á estrada, cheios de frio, concluímos mais uma etapa, que teve uma recepção diferente no Lubango, o Augusto José foi-nos receber nas portas da cidade montado na sua Harley proporcionando uma surpresa muito agradável.

Enfim estamos numa das nossas cidades preferidas, o Lubango, e de novo com o olho na Serra da Leba prontos para a descer.


 

14ª etapa: Grootfountein – Ondjiva (Angola)

Sábado, 11 Dezembro 2010

Saímos às 06:30 h na direcção de Tsumeb, cidade limpa e organizada onde tomámos um pequeno-almoço reforçado para percorrer os 410 Km que nos separavam de Angola.
Chegamos à fronteira pelas 14:00 h (hora da Namíbia).

Os processos de entrada de condutores e motas em Angola foi moroso e fomos destilando com o calor insuportável que se faz sentir, à medida que vamos subindo para norte.

Mas enfim, ao cabo de algumas horas lá conseguimos entrar no País de destino desta nossa 2ª expedição, fatigados mas com a alma cheia.

Para aqui chegar e desde o dia 27 de Novembro foi imposto um ritmo elevado que requer muita auto disciplina e exigência para máquinas e condutores, mas também como bem percebem muita paciência e perseverança no tratamento de todos os processos associados ao atravessamento de tantos países com as suas exigências próprias.

Voltamos finalmente a conduzir pela direita e a falar Português e deste modo a abraçar os dois povos irmãos da CPLP, Moçambique e Angola.


 

13ª Etapa: Okavango – Grootfountein

Sexta-feira, 10 Dezembro 2010

Começou mal e não acabou melhor esta etapa da nossa expedição, pois pretendíamos chegar cedo a Rundu para ver pneus e eventuais rectificações nas motos, mas logo que saímos do Lodge em Bagani e enquanto procedíamos ao primeiro abastecimento do dia constatamos que duas (!) das motos estavam furadas. Só cerca de 2 horas depois conseguimos entrar na estrada, para fazer os cerca de 200 Km até Rundu, onde chegamos pela hora de almoço.

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Entramos na cidade e ESTUPEFACTOS circulamos pelas suas artérias não encontrando quase comércio aberto, conclusão era feriado Nacional na Namíbia! Bem lá encontramos um sítio para almoçar, que por sinal é propriedade de um Português e ali matamos as nossas saudades de um bom bitoque e uma maravilhosa bica “Delta”.

Enquanto comíamos travamos conversa com o Norton e o Márcio dois Portugueses que nos ajudaram com apoio informático para o blog, mas também informações diversas e úteis sobre a Nanibia, nomeadamente as estradas, o que nos levou a optar por fazer o percurso mais distante mas mais seguro em termos de abastecimentos.

A opção pelo caminho mais distante levou a que ainda tivéssemos andado um pouco de noite para chegar a Grootfrontein, onde na busca de um alojamento decente tivemos alguns dissabores, alguns indivíduos embriagados tentando saltar para cima das motas, bem como depois e já instalados num camping quase deserto (época baixa), apanhamos na hora exacta 2 indivíduos a tirar umas malas das nossas motas (parte das “aranhas” já estavam retiradas).

Enfim, para terminar bem resta-nos realçar um magnífico pôr-do-sol que tivemos oportunidade de observar enquanto circulávamos numa das muitas rectas infindáveis da Namíbia. A grande bola de fogo escondia-se no horizonte sobre a estrada, ficando a sensação de que caminhávamos de facto para a luz.


 

12ª Etapa: Caprivi Strip – Okavango

Quinta-feira, 9 Dezembro 2010

Pelas 8h00 deixamos o excelente lodge onde ficámos instalados e rumámos a faixa de Caprivi para fazer uma das tiradas mais curtas desta expedição.

As expectativas de hoje avistarmos elefantes eram elevadas mas não se concretizaram, pelo que fizemos uma quase recta de 220km que nos levou ate ao Okovango river, único rio no mundo que se infiltra na sua totalidade em território do Botswana, no designado delta do Okovango, e é de facto incrível pensar que a grande massa de agua que agora a nossa frente acaba por infiltração a tão pouca distancia.

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Acabou por ser uma tarde de descanso para os condutores e maquinas, aproveitada para uma “tour” de barco pelo rio, pleno de vida animal, no caso hipopótamos e crocodilos, mas também grande variedade de aves.

Quanto às próximas etapas, existe alguma preocupação pelo desgaste dos pneus, uma vez que os pavimentos tem sido muito abrasivos e as etapas que se seguem prevêem-se duras.