11ª Etapa: Livingstone (Zambia) – Caprivi Strip (Namibia)

Quarta-feira, 8 Dezembro 2010

Começámos pela madrugada com a manutenção das motos para, seguidamente, nos deslocarmos pelas 9h00 a Victoria Falls.

De regresso ao Lodge JollyBoys (nome bem apropriado para nós) colocámos as bagagens nas motos e partimos para o nosso percurso de saída da Zâmbia a caminho da Namíbia.

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A etapa foi mais suave que as anteriores e bastante animada, no que concerne ao avistamento de animais, nomeadamente elefantes e girafas, sempre no seu habitat sem barreiras entre nós, o que se torna muito mais emocionante e marcante, tal a proximidade que conseguimos ter deles.

No meio da tarde quando conseguimos chegar ao campsite que tínhamos referenciado para ficar, verificámos que não tinha casas de banho, nem água, nem comida, o que nos fez optar por um lodge que encontrámos casualmente, mas que para nossa surpresa se revelou mais um “spot” deslumbrante.

Enfim estamos na Namíbia, verdadeiro santuário da vida animal, as portas da faixa de Caprivi que estamos desejosos de fazer amanhã na deslocação que nos vai levar ao Okovango.

Este foi mais um dia de contacto com o rio que nos acompanha e pauta toda a nossa viagem “o grande Zambeze”.


 

10ª Etapa: Chirundu – Livingstone

Terça-feira, 7 Dezembro 2010

O dia amanheceu chuvoso e assim se manteve durante quase toda esta 10a etapa, sendo que nos nossos planos de viagem nunca esteve previsto a conjugação da chuva e do frio, pois só estávamos a contar com chuva e calor, que nos permitisse secagens rápidas. Desse modo acabámos por fazer todo o período da manha completamente encharcados e gelados e nem uma paragem para o almoço conseguiu o objectivo de aquecer o corpo, valeu a alma e a tenacidade do grupo para vencer os 505km desse percurso.

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Depois de conseguirmos passar um acidente, que cortou totalmente a estrada que liga as duas maiores cidades da Zâmbia, rolámos bem e lá atingimos a meio da tarde a cidade de Livingstone, onde tencionamos ver as Victoria Falls ficando alojados num Lodge com muito boa onda, muita gente jovem, essencialmente da Europa, que aqui se dedica à prática do rafting.

Embora fatigados, estamos com muita moral para nos próximos dias rumarmos à Namíbia, na expectativa de virmos a encontrar percursos de boa paisagem e muitos animais.

As motos e os condutores continuam assim na sua disputa diária para ver quem chega com melhor saúde a Benguela


 

9ª Etapa: Luangwa – Chirundu

Segunda-feira, 6 Dezembro 2010

Para memória futura hoje iniciamos o nosso diário pelo final em Chirundu, junto ao rio Zambeze (Lodge Zambeze Breezers), onde chegámos pelas 14h00 e aqui tivemos oportunidade de efectuar um “Tour” de barco no rio, em contacto próximo com a vida selvagem (crocodilos, hipopótamos e elefantes), que nos deixaram na retina e nas câmaras imagens que jamais esqueceremos.

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Mas para aqui chegar não foi fácil de todo e tudo começou as 05h30, ainda a sair quentinhos da cama, passados 10 minutos de viagem desabou o céu sobre nós. Durante os primeiros 100km em troços de montanha e que nos levou quase à hipotermia.

Só a cerca de 50km de Lusaka, e após suplicarmos por um pequeno-almoço, nos foi possível aquecer um pouco e assim podermos prosseguir os cerca de 280 km que ainda nos faltavam. As estradas são boas mas ainda assim as maleitas vão-se acumulando algum óleo vai aparecendo onde não deve deixando sempre algum stress no grupo.

De volta ao amanhecer verificámos com algum agrado a presença de um pequeno animal, que na 1a expedição procurávamos afincadamente sem nunca ter encontrado, ou seja um escorpião, na rede mosquiteira de uma das nossas camas, que terá feito companhia ao pessoal durante a noite. Nada que uns banhinhos de final de dia não façam esquecer e preparar mas é a próxima etapa até Victoria Falls, já não falta tudo! Nem que seja de empurrão!

PS: Aquela da hipotermia é mesmo verdade e é para estarmos solidários com o frio que os amigos estão a viver na Europa…


 

8ª Etapa: Chipata – Luangwa

Domingo, 5 Dezembro 2010

Começámos a rolar por volta das 6h30, com cautelas relativamente à velocidade média, uma vez que uma das motos começou a dar sinais de fadiga, com algumas perdas de óleo preocupantes.

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Este percurso de cerca de 360km, tornou-se um bocado monótono, com pouco trânsito e menos gente nas margens da estrada. A monotonia só foi quebrada no final da etapa com um bom percurso de montanha em simultâneo com uma trovoada e aguaceiro tropical.

Estas condições de tempo acompanharam-nos até ao parque de campismo nas margens do rio Luangwa (afluente do Zambeze) onde retemperámos forcas novamente com Moçambique na outra margem a fazer-nos companhia, grande “spot” este onde pernoitamos. Antes de nos deitarmos tivemos de dar o biberão de óleo a uma das motos para se portar bem amanhã em mais uma tirada.


 

7ª etapa: Monkey Bay (Malawi) – Chipata (Zâmbia)

Sábado, 4 Dezembro 2010

Começámos o dia às 5h00 com a manutenção das motos e uns mergulhos no lago Niassa, por volta das 10h saímos rumo a Zâmbia. Atravessámos o Malawi por estradas de montanha, que começaram a provocar alguns problemas mecanismos que obrigaram a abrandar o ritmo.

Os animais nas bermas são tantos que a falta de atenção pode fazer saltar uma cabra para cima das motos, pois atravessam sempre no momento menos oportuno.

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Depois de passarmos a capital, Lilongwe, foram 80km até à fronteira com a Zâmbia, onde chegamos já ao final da tarde.

Cumpridos todos os formalismos lá atravessamos a fronteira sem a revista da bagagem, mas com a carteira mais vazia depois de todos os pagamentos de vistos, seguros, taxas, etc.

Os últimos km, de um total de 365, foram efectuados já com pouca visibilidade, o que nestas paragens é pouco aconselhável, de qualquer modo a Zâmbia era o objectivo desta etapa.


 

6ª etapa: Gurué – Monkey Bay (Malawi)

Sexta-feira, 3 Dezembro 2010

Iniciámos as 5h30m esta etapa que nos levava a sair de Moçambique, por Mandimba em direcção ao Malawi nas margens do lago Niassa.

Os 400km do dia de hoje foram os mais duros que fizemos em território africano. Os pisos quase na sua totalidade de picada, variaram entre os duros com buracos, areia, passando pela “marteleira” (terreno muito ondulado), chega a tirar a tracção das motos e a sua aderência. Para os condutores a exigência física é muito grande, mas a principal preocupação do grupo é o estado das motos. Pois as vibrações fortes provocadas por estes pisos associadas aos kms já acumulados deixam as suas mazelas.

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Quanto ao clima iniciou fresco e agradável para a condução tendo, junto da hora do almoço, começádo a aquecer; de tal forma que nos procedimentos das fronteiras, estávamos literalmente a destilar. Logo que entrámos em território do Malawi o tempo mudou tão radicalmente que tivemos de parar por momentos, tal era a intensidade da chuva, vento e mesmo da trovoada (autêntica lavagem forcada dos equipamentos).

Lá chegamos por volta das 18h00, exaustos e em busca de recuperar forcas instalámo-nos num lodge mesmo junto a margem do lago, sitio verdadeiramente paradisíaco.

Tendo saído de território moçambicano é altura de enviar especiais agradecimentos a Drª Graça Gonçalves Pereira; Eng. Francisco Caeiro; Sr. Comandante da Policia Nacional de Trânsito; a todos os missionários que nos acolheram com toda a hospitalidade; Sra. Comissária da Embaixada do Malawi em Maputo e ao nosso amigo e companheiro Padre Carlos Jacob.


 

5ª Etapa: Nampula – Gurué

Quinta-feira, 2 Dezembro 2010

Acordámos bem cedo para aproveitar a frescura da madrugada e efectuarmos o maior número de km antes de começar o calor. Tínhamos de cumprir 340 km, dos quais já conhecíamos cerca de 200 km entre Nampula e Alto Molócue.

De facto andámos bem e efectuámos a 1ª parte desta etapa em bom pavimento e em bom ritmo tendo chegado ao Alto do Molócue ainda cedo e decidirmos então alterar a nossa direcção para uma estrada em argila (por sorte não choveu) que nos deu a todos muito gozo.

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A paisagem mudou significativamente para encontrarmos, a partir da aproximação à cidade de Gurué, vegetação abundante e muito verde tornando assim esta uma das etapas mais bonitas que já fizemos.

Chegámos às 12h ao Gurué e como o amigo Jacob veio de jipe almoçámos juntos e fomos depois ver as plantações de chá, que abundam nesta zona, e ainda uma maravilhosa queda de água tendo como cicerone o nosso amigo.

Preparámos as máquinas para a etapa de amanhã em que vamos atravessar a fronteira para o Malawi, deixando Moçambique que nos deixa muitas saudades.


 

Mergulho no Índico

Quarta-feira, 1 Dezembro 2010

Hoje foi um dia aproveitado para a revisão das motos e uma deslocação à praia das Chocas para um mergulho nas quentes águas do Índico, ritual que temos como objectivo voltar a fazer no Atlântico, quando atingirmos o destino final em Benguela.

Antes de partirmos na direcção de Nacala tivemos oportunidade de ver com maior pormenor os cerca de 120 hectares de área cultivada na Missão do Marrere, tendo em vista o abastecimento de alimentação ao Hospital do Marrere, onde outrora existiam grandes dificuldades para proporcionar refeições aos doentes acamados neste Hospital. Está portanto de parabéns uma equipa de várias pessoas, superiormente dirigidas pelo Padre Jacob, que a todos contagia com a sua grande dinâmica e sentido de liderança.

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Após uns quantos mergulhos nas cristalinas águas da praia das Chocas, rumámos à Ilha de Moçambique para uma visita ao local onde os portugueses instalaram a capital de Moçambique, por mais de 4 séculos.

Almoçámos num restaurante na Ilha e regressámos a Nampula para os últimos preparativos para o regresso à estrada amanhã, rumo ao Gurué.


 

4ª etapa: Mocuba – Nampula

Terça-feira, 30 Novembro 2010

Iniciámos a tirada de 400Km às 06:00h em Mocuba com destino a Nampula para o reencontro com o Padre Carlos Jacob na Missão do Marrere.

Durante o percurso os pisos variaram entre os pavimentos recentes e os troços ainda degradados de mistura de asfalto com terra batida, o que por um lado nos deu algum gozo pela luta que sempre dá conduzir em pisos heterogéneos, mas por lado reduz grandemente a velocidade média.

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Hoje o clima foi benévolo porque não choveu e não introduziu dificuldades acrescidas nos pisos de terra, mas quando assim é o calor é mais intenso.

Fomos circulando com a forte motivação de chegar por volta das 14h a Nampula para almoçar com o Jacob, o que foi conseguido.

À nossa espera, nas portas da cidade, estavam os nossos amigos da Missão do Marrere e da Helpo, que de imediato nos proporcionaram um retemperante banho e uma refeição agradável.

Por último, mas mais importante, foi verificar o empenho com que a irmã Paquita(Missionária espanhola), a trabalhar com doentes de HIV em Mocuba, quer o Padre Jacob em Nampula no Hospital do Marrere conseguem dedicar as suas vidas a lutar pela gratificante causa de minimizar o sofrimento das populações mais frágeis e desfavorecidas.

A todos os Missionários o nosso Bem Haja e que a sua luta diária tenha os melhores resultados por todos desejados.

Portanto caros amigos terminámos hoje o prólogo da nossa expedição, com a modesta marca de 2.100Km, pelo que amanhã vamos “à lá praia” tratar do bronze e da barriguinha, que muita fominha temos passado nestes dias, por falta de tempo e Meticais sendo que a única coisa que nos animou foram as Laurentinas e esperamos que o dia de amanha seja bom para todos com a ausência ou quase de novidades no que respeita a quilómetros.

Seus sádicos, queriam então que comessemos pó todos os dias?


 

3ª Etapa: Gorongosa – Mocuba

Segunda-feira, 29 Novembro 2010

Acordámos às 5h para efectuarmos uma visita guiada ao parque da Gorongosa, verdadeiro santuário da vida animal.
Assim, saímos da Gorongosa para a estrada às 11h ainda com abastecimentos de combustível para fazer.

Como tínhamos 575 Km para fazer até Mocuba, o horário estava apertado para chegarmos antes do anoitecer ao destino.

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O dia foi muito cansativo, uma vez que o clima não nos deu tréguas, por um lado à hora da partida um calor enorme para logo de seguida, no primeiro cento de km, desabar o céu sobre nós numa verdadeira trovoada e aguaceiros tropicais o que dificultou a nossa progressão, pois para além de deixarmos de ver também tínhamos a estrada alagada.

Mas às 16 h lá atravessámos a ponte sobre o rio Zambeze, não pagando a portagem que é devida pois já estavam avisados da passagem da nossa expedição, tal facto tem-nos também evitado os controlos policiais e as consequentes perdas de tempo, tão precioso para nós.

Entre tempestades e abastecimentos de combustível em “cadonga” , por falta de gasolina nos sucessivos postos de abastecimento que tínhamos referenciados, lá conseguimos chegar à noite (desaconselhável) mas com o dever cumprido.