8ª Etapa: Chipata – Luangwa

Domingo, 5 Dezembro 2010

Começámos a rolar por volta das 6h30, com cautelas relativamente à velocidade média, uma vez que uma das motos começou a dar sinais de fadiga, com algumas perdas de óleo preocupantes.

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Este percurso de cerca de 360km, tornou-se um bocado monótono, com pouco trânsito e menos gente nas margens da estrada. A monotonia só foi quebrada no final da etapa com um bom percurso de montanha em simultâneo com uma trovoada e aguaceiro tropical.

Estas condições de tempo acompanharam-nos até ao parque de campismo nas margens do rio Luangwa (afluente do Zambeze) onde retemperámos forcas novamente com Moçambique na outra margem a fazer-nos companhia, grande “spot” este onde pernoitamos. Antes de nos deitarmos tivemos de dar o biberão de óleo a uma das motos para se portar bem amanhã em mais uma tirada.


 

7ª etapa: Monkey Bay (Malawi) – Chipata (Zâmbia)

Sábado, 4 Dezembro 2010

Começámos o dia às 5h00 com a manutenção das motos e uns mergulhos no lago Niassa, por volta das 10h saímos rumo a Zâmbia. Atravessámos o Malawi por estradas de montanha, que começaram a provocar alguns problemas mecanismos que obrigaram a abrandar o ritmo.

Os animais nas bermas são tantos que a falta de atenção pode fazer saltar uma cabra para cima das motos, pois atravessam sempre no momento menos oportuno.

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Depois de passarmos a capital, Lilongwe, foram 80km até à fronteira com a Zâmbia, onde chegamos já ao final da tarde.

Cumpridos todos os formalismos lá atravessamos a fronteira sem a revista da bagagem, mas com a carteira mais vazia depois de todos os pagamentos de vistos, seguros, taxas, etc.

Os últimos km, de um total de 365, foram efectuados já com pouca visibilidade, o que nestas paragens é pouco aconselhável, de qualquer modo a Zâmbia era o objectivo desta etapa.


 

6ª etapa: Gurué – Monkey Bay (Malawi)

Sexta-feira, 3 Dezembro 2010

Iniciámos as 5h30m esta etapa que nos levava a sair de Moçambique, por Mandimba em direcção ao Malawi nas margens do lago Niassa.

Os 400km do dia de hoje foram os mais duros que fizemos em território africano. Os pisos quase na sua totalidade de picada, variaram entre os duros com buracos, areia, passando pela “marteleira” (terreno muito ondulado), chega a tirar a tracção das motos e a sua aderência. Para os condutores a exigência física é muito grande, mas a principal preocupação do grupo é o estado das motos. Pois as vibrações fortes provocadas por estes pisos associadas aos kms já acumulados deixam as suas mazelas.

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Quanto ao clima iniciou fresco e agradável para a condução tendo, junto da hora do almoço, começádo a aquecer; de tal forma que nos procedimentos das fronteiras, estávamos literalmente a destilar. Logo que entrámos em território do Malawi o tempo mudou tão radicalmente que tivemos de parar por momentos, tal era a intensidade da chuva, vento e mesmo da trovoada (autêntica lavagem forcada dos equipamentos).

Lá chegamos por volta das 18h00, exaustos e em busca de recuperar forcas instalámo-nos num lodge mesmo junto a margem do lago, sitio verdadeiramente paradisíaco.

Tendo saído de território moçambicano é altura de enviar especiais agradecimentos a Drª Graça Gonçalves Pereira; Eng. Francisco Caeiro; Sr. Comandante da Policia Nacional de Trânsito; a todos os missionários que nos acolheram com toda a hospitalidade; Sra. Comissária da Embaixada do Malawi em Maputo e ao nosso amigo e companheiro Padre Carlos Jacob.


 

5ª Etapa: Nampula – Gurué

Quinta-feira, 2 Dezembro 2010

Acordámos bem cedo para aproveitar a frescura da madrugada e efectuarmos o maior número de km antes de começar o calor. Tínhamos de cumprir 340 km, dos quais já conhecíamos cerca de 200 km entre Nampula e Alto Molócue.

De facto andámos bem e efectuámos a 1ª parte desta etapa em bom pavimento e em bom ritmo tendo chegado ao Alto do Molócue ainda cedo e decidirmos então alterar a nossa direcção para uma estrada em argila (por sorte não choveu) que nos deu a todos muito gozo.

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A paisagem mudou significativamente para encontrarmos, a partir da aproximação à cidade de Gurué, vegetação abundante e muito verde tornando assim esta uma das etapas mais bonitas que já fizemos.

Chegámos às 12h ao Gurué e como o amigo Jacob veio de jipe almoçámos juntos e fomos depois ver as plantações de chá, que abundam nesta zona, e ainda uma maravilhosa queda de água tendo como cicerone o nosso amigo.

Preparámos as máquinas para a etapa de amanhã em que vamos atravessar a fronteira para o Malawi, deixando Moçambique que nos deixa muitas saudades.


 

Mergulho no Índico

Quarta-feira, 1 Dezembro 2010

Hoje foi um dia aproveitado para a revisão das motos e uma deslocação à praia das Chocas para um mergulho nas quentes águas do Índico, ritual que temos como objectivo voltar a fazer no Atlântico, quando atingirmos o destino final em Benguela.

Antes de partirmos na direcção de Nacala tivemos oportunidade de ver com maior pormenor os cerca de 120 hectares de área cultivada na Missão do Marrere, tendo em vista o abastecimento de alimentação ao Hospital do Marrere, onde outrora existiam grandes dificuldades para proporcionar refeições aos doentes acamados neste Hospital. Está portanto de parabéns uma equipa de várias pessoas, superiormente dirigidas pelo Padre Jacob, que a todos contagia com a sua grande dinâmica e sentido de liderança.

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Após uns quantos mergulhos nas cristalinas águas da praia das Chocas, rumámos à Ilha de Moçambique para uma visita ao local onde os portugueses instalaram a capital de Moçambique, por mais de 4 séculos.

Almoçámos num restaurante na Ilha e regressámos a Nampula para os últimos preparativos para o regresso à estrada amanhã, rumo ao Gurué.